22 Fevereiro 2017 • 
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Compostagem – O que é? Como se faz?

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O que é a compostagem?


Chama-se de compostagem o processo de valorização de matéria orgânica.


No fundo trata-se da decomposição dos resíduos domésticos por acção de microrganismos que na presença de oxigénio, dão origem ao "composto". O composto obtido caracteriza-se por melhorar substancialmente a estrutura do solo. Este, possui fungicidas naturais e outros organismos que ajudam na eliminação dos organismos patogénicos que degradam o solo e as plantas.


A compostagem é um processo simples, não requer conhecimentos técnicos, é economicamente e ecologicamente sustentável, visto que implica a redução dos resíduos domésticos a enviar para o aterro sanitário, transformando-o num fertilizante para ser usado como nutriente e do solo nos jardins, nas hortas e quintais, bem como, em vasos e floreiras.


Caixa de Compostagem com logo

Compostor de Madeira: com 1 metro cúbico totalmente em madeira tratada em autoclave. Modelo desenhado em sistema de "blockhouse" vendido em KIT.


Material necessário à compostagem



  • Resíduos orgânicos;

  • Água;

  • Compostor;

  • Tesoura de podar (para diminuir a dimensão dos resíduos);

  • Ancinho de arejamento (para remexer o material de compostagem);

  • Termómetro;

  • Regador;

  • Terra ou composto acelerador (terra para plantas).


Resíduos que podem ser compostados



  • Restos de vegetais crus; Restos de cascas de frutas; Arroz e massa cozinhados; Cascas de ovos esmagadas; Folhas verdes; Folhas e sacos de chá; Cereais; Feno, Palha; Aparas de madeira; Serradura; Aparas de relva; Erva seca; Folhas Secas; Ramos pequenos; Ervas daninhas (sem sementes); Restos de relva cortada e flores; Borras de café (incluindo filtros); Cascas de ovos esmagadas e Aparas de relva.


Resíduos que não podem ser compostados



  • Carne, peixe, lacticínios e gorduras (queijo, manteiga, molhos); Excrementos de animais (podem conter microrganismos patogénicos que sobrevivam ao processo de compostagem); Resíduos de jardim tratados com pesticidas; Plantas doentes ou infestadas com insectos; Cinzas de carvão; Ervas daninhas (com sementes); Têxteis, tintas e pilhas; Vidro, metal e plástico; Medicamentos e outros produtos químicos.


Procedimento para realizar a compostagem



  1. Corte os resíduos em pequenos pedaços.

  2. No fundo do compostor coloque aleatoriamente ramos grossos (promovendo o arejamento e impedindo a compactação);

  3. Adicione no máximo uma mão cheia de terra ou composto acelerador; esta quantidade conterá microrganismos suficientes para iniciar o processo de compostagem (os próprios resíduos que adicionar também contêm microrganismos); note-se que grandes quantidades de terra adicionadas diminuem o volume útil do compostor e compactam os materiais, o que é indesejável;

  4. Adicione uma camada de resíduos;

  5. Regue cada camada de forma a manter um teor de humidade adequado. Este teor pode ser medido através do "teste da esponja", ou seja, se ao espremer uma pequena quantidade de material da pilha, ficar com a mão húmida mas não a pingar, a humidade é a adequada.

  6. Repita este processo até obter cerca de 1 m de altura. As camadas podem ser adicionadas todas de uma vez ou à medida que os materiais vão ficando disponíveis.

  7. Na última camada a adicionar deve evitar colocar resíduos que evitem os problemas de odores e a proliferação de insectos e outros animais indesejáveis. As folhas e resíduos de corte de relva acumulam-se num espaço de tempo muito reduzido e em grandes quantidades. Caso tenha folhas em quantidades que não caibam no compostor: Enterre algumas no solo; Utilize-as como cobertura (mulch) em volta do pé de plantas e árvores;  Faça uma pilha num canto do jardim; as folhas degradar-se-ão rapidamente;  Guarde-as em sacos de plástico, armazene em local seco e acessível e adicione ao compostor à medida das suas necessidades. Para os resíduos do corte de relva:  Coloque no compostor pequenas quantidades de cada vez e adicione-os com resíduos mais "secos" (os resíduos do corte de relva têm tendência para adquirir uma estrutura pastosa e criar cheiros);  Deixe estes resíduos expostos ao sol a secar; tornar-se-ão materiais ricos em carbono (resíduos castanhos), que poderão ser misturados aos mesmos resíduos ainda verdes.


Factores que influenciam a compostagem;



  • Tamanho dos resíduos orgânicos: deverá estar compreendido entre 3 e 7 cm, de acordo com a utilização do produto final;

  • Ar: o revolvimento da pilha de compostagem é imprescindível para que a matéria orgânica seja decomposta num ambiente aeróbio (na presença de oxigénio). Deverá remexer os materiais com uma ancinho de arejamento ou com um ancinho.

  • Humidade: Os microrganismos que decompõem a matéria orgânica necessitam de humidade para se movimentarem na pilha e para decompor os materiais. Uma forma simples de testar a humidade na pilha é retirar um pouco dos materiais presentes na pilha de compostagem e apertá-los na mão, se a humidade for a ideal devem escorrer por entre os dedos algumas gotas de água.

  • Temperatura: A temperatura existente na pilha de compostagem é resultado do trabalho dos microrganismos que decompõem os resíduos orgânicos. São desejáveis temperaturas de 55 °C. Para valores muito elevados a temperatura passa a ter um efeito inverso sobre os microrganismos, retardando, e até eliminando, a actividade microbiana. No entanto, se a sua pilha de compostagem não atingir a temperatura ideal, não se preocupe, uma compostagem a temperaturas um pouco mais baixas também funciona.

  • Localização do compostor: o compostor deve ser colocado num local de fácil acesso, de preferência em cima da terra de modo a possibilitar a drenagem da água e a entrada de microrganismos benéficos do solo para a pilha de compostagem. Em locais de clima seco, com temperaturas mais elevadas, o compostor deve localizar-se debaixo de uma árvore, que proporciona sombra durante parte do dia e evita a secagem e arrefecimento do composto. Em locais onde a chuva é frequente, convém cobrir o compostor porque o excesso de água atrasará a decomposição.


Se cumprirmos com as necessidades da pilha, se adicionar-mos os resíduos reduzidos a pequenas dimensões, alternando camadas com os vários tipos de resíduos, mantendo o nível óptimo de humidade e remexendo a pilha 3 vezes por semana, o composto poderá estar pronto em 2 a 3 meses.

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